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terça-feira, 6 de maio de 2014

ENTREVISTA DA SEMANA: ANGÉLICA KVIECZYNSKI - GINÁSTICA RÍTMICA

 O principal nome da ginástica rítmica do Brasil hoje é Angélica Kvieczynski. Aos 23 anos a paranaense foi a 1º atleta da modalidade a conquistar uma medalha para o Brasil no individual dos Jogos Panamericanos, em Guadalajara 2011. Agora em 2014, nos Jogos Sul-Americanos venceu o individual geral. Na entrevista, Angélica enfatiza as raras possibilidades de competir no exterior e o prejuízo que isso gera na hora das grandes competições.   

1- Como você analisa o atual momento da sua carreira, após ser um dos destaques nos Jogos Sul-Americanos?
Acredito que estou numa das melhores fases da minha carreira. Estou mais madura e melhor preparada. Claro que quero melhorar muito ainda pois sou muito perfeccionista.

2- No que você acredita que precisa aprimorar para disputar a Olimpíada? Seria interessante treinar no exterior? 

Primeiro que preciso competir mais. Na GR é muito importante participar o máximo possível das etapas de Copas do Mundo. Ano passado por exemplo fui somente para uma etapa  antes de competir o mundial. Assim fica difícil crescer lá fora. As melhores ginastas do mundo estão quase todos os finais de semana competindo, enquanto as brasileiras não vão para nada. A nossa realidade é um pouco triste na questão de competições. Com certeza seria muito interessante treinar no exterior ou trazer alguma técnica estrangeira para o Brasil. Mas nem para as competições nós vamos, imagina técnicas estrangeiras.

3- Na Olimpíada na ginástica rítmica, só existe a disputa por equipes e individual. Você sabe se o Brasil já tem essa vaga individual por ser sede, ou terá que disputar Pré-Olímpicos?
Pelo que sei o Brasil tem uma vaga garantida, mas meu sonho é conseguir a minha própria vaga, por isso estou me esforçando muito.
 

4- O que mais gosta e o que menos gosta na vida de atleta? 
O que mais gosto é que podemos aprender muitas coisas. São vivencias que com certeza não teria se não fizesse esporte, e meu namorado, também atleta, nunca teria conhecido. O que menos gosto são as lesões: passamos por muita dor, o que nem sempre quem está fora sabe.

5- Qual a situação do centro de treinamento da ginástica rítmica hoje em Toledo? No que precisa melhorar? 

A estrutura de treino é muito boa, mas o que preciso mesmo é de incentivo para as viagens. Isso esta muito difícil. Estamos num ciclo olímpico, onde os Jogos serão no Brasil, e pelo que sei não vou mais para nenhuma Copa do Mundo até o Mundial, que será no final de setembro.

6- Porque você optou pela ginástica rítmica, e não a artística, mais divulgada no Brasil?
Quando comecei não existia a GA aqui em Toledo, somente a GR. E logo que comecei já virou paixão.
 

7- Em algumas modalidades, os juízes julgam muito pela tradição do país na prova. Você já foi prejudicada em competições internacionais por ser brasileira? 
A GR é um esporte muito subjetivo, várias arbitras foram banidas do esporte por não julgarem direito. É por esse motivo que digo: precisamos competir mais lá fora. Ninguém vê as brasileiras na Europa. Aí vamos para o mundial e cobram resultados. Nessas situações fica muito difícil.


8- Cite quem te apoia e patrocina.
Aqui em Toledo temos 3 parceiros que patrocinam o nosso projeto de ginástica rítmica, onde 1.500 crianças participam: a Sadia, O Sesi e a Prefeitura Municipal de Toledo. Também apóiam o projeto a Unimed e a Itaipu. E sou patrocinada pela Caixa, por ser da Seleção Brasileira.


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