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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

ENTREVISTA DA SEMANA: ROBERTO SCHMITS- tiro esportivo


A entrevista da semana é com o atleta de tiro esportivo Roberto Schmits. Pela 1º vez na história, um brasileiro se classificou para a final da Copa do Mundo, realizada no último final de semana na Eslovênia após ter ficado entre os melhores do mundo na temporada no tiro ao prato. Nessa disputa, ele terminou na 11º colocação. Roberto Schmits respondeu a 8 perguntas analisando as inúmeras dificuldades da modalidade e sua perspectiva para 2016. 

 1- Como você analisou o seu 11º lugar na etapa final da Copa do Mundo? Foi o esperado?  
Sempre faço o meu melhor. Atirar com os melhores do mundo já é um privilégio, pois pela 1ª vez um brasileiro conseguiu essa classificação. Ficar entre eles é estar entre os Tops Final. Meu resultado foi o mesmo do 10º ao 8º. Todos os  atletas que enfrentei,  já foram para Olimpíadas. Todos são ganhadores de Copas do Mundo. Fazem do esporte o seu trabalho. Para mim, foi valido como mais uma experiência de vida no Tiro Esportivo.

2- O fato da Olimpíada de 2016 ser no Brasil serve de motivação maior para um atleta superar as dificuldades de uma modalidade com pouco apoio e divulgação como o tiro?
Dificuldades sempre tivemos mas é claro que a vontade de ser o representante no Brasil nos motiva SIM. O problema é que teríamos que estar treinando a muito tempo. Hoje não temos uma definição de equipe de ponta e não temos verbas suficientes para manter os treinamentos. O tiro no Brasil esta atrasado.

3- Depois do bronze no Pan de Guadalajara você disse que largou tudo para competir. Como está  a conciliação entre o tiro, a família e o trabalho?

Lembro que na época das seletivas para escolher quem seria o representante no Pan de Guadalajara deixei tudo para 2 º plano. Treinava direto, quase que todo o dia, para tentar ser um dos 2 atletas que disputariam a vaga para representar o Brasil no México. Bom, meu esforço foi recompensado. Como tudo no tiro brasileiro é deixado para última hora, a seletiva foi concluída 3 meses antes de viajar. Mais 3 meses de dedicação....e o resultado foi o BRONZE. Isso tudo com dinheiro do meu bolso. Sem ajuda de ninguém. Pois você só tem suas despesas pagas após a conquista da vaga. Hoje, depois da medalha, pouco coisa mudou. Sou representante comercial, vendo madeiras para construção civil e também sou guia de caça e pesca na Argentina. Tenho total apoio da minha família e espero poder ir até 2016 com essa mesma força e garra!

4- Há 4 anos da próxima Olimpíada, o que você consideraria uma preparação adequada para um atleta de tiro, durante este ciclo olímpico?

O tiro está DOENTE. Teríamos de nos preparar  desde o anuncio oficial de que seríamos sede olímpica. O tiro brasileiro precisa acordar. Vamos atirar em casa. Precisamos definir uma equipe e baseado nessa equipe, os atletas deveriam ter um tratamento diferenciado. Treinos semanais com o treinador no  Rio de Janeiro. Ter uma alicerce firme, com acompanhamento de psicólogo, nutricionista, preparador físico. Viajar para fora do País, disputar todas as Copas do Mundo, estar acostumado com os atletas de ponta. Firmar um contrato de responsabilidade entre atletas que desejam e possam fazer esse trabalho. Isso não é brincadeira de final de semana. Precisa estar de acordo com o treinador, acatar suas ordens.

5- Quantas horas por dia e onde  você treina?

Treino uma vez por semana em Caxias do Sul/RS a 220 km ida e volta da minha casa. Atletas de ponta do tiro, dão em média 25 a 30 mil tiros por ano. Nós Brasileiros, quando muito damos 12mil.

6- Como começou a praticar o tiro ?

Comecei a participar no Tiro incentivado pelo meu pai, João Wilson Schmits, com 8 anos de idade. 

7- Quais as próximas competições que pretende disputar?

Ibero Americano em Granada na Espanha em outubro, final da Copa Continental e final do Campeonato Brasileiro em novembro na cidade de Americana SP.

8- Cite seus principais incentivadores e patrocinadores?

Meu treinador, Sr Carlo Danna, minha família e meus melhores amigos do Tiro, entre eles, Janice, Bastos, Correa,Leandro,Filipe, Costa, Durval. Não tenho patrocínio, porem conto com ajuda da CBC.

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

RAIO X DO ESPORTE BRASILEIRO EM LONDRES: TÊNIS DE MESA E TIRO ESPORTIVO

TÊNIS DE MESA-  NOTA 3,5

Apenas duas vitórias do tênis de mesa brasileiro, com as mulheres e diante de adversárias que se jogassem no Brasil, perderiam para garotos bem treinados aos 12 anos.

Quadro de medalhas:
Como sempre, 4 medalhas em disputa, 4 ouros para a China. E as duas pratas do individual também foram para o país asiático. Uma covardia.

Desempenho dos brasileiros


Hugo Hoyama- O veterano Hugo foi o que mais chegou próximo de passar para a 2º fase. Perdeu do "polonês chinês" Wang Zengyi por 4 a 3, após estar vencendo por 3 a 1 e desperdiçar alguns match points no tie-break. O "polonês"que caiu na rodada seguinte estava entre os 100 melhores do mundo e Hugo perdeu um jogo inacreditável.

Gustavo Tsubói- Enfrentou um adversário de ranking pior que o seu, o indiano Soumyajit e perdeu por 4 a 2. O indiano caiu na seqüência.

Lígia Silva e Caroline Kumahara- Tiveram que passar por uma fase preliminar. Kumahara enfrentou Hassan Farah do Djibouti, país africano. Até eu que treino tênis de mesa uma vez por semana teria conseguido a vitória, dada a inabilidade da adversária, que mal conseguia sacar. Lígia Silva também pegou algo parecido contra Lulu Anolyn de Vanuatu. Na 1º rodada  ambas as brasileiras foram eliminadas. Lígia perdeu de Lay Jian da Austrália por 4 a 1 e Caroline de Joanna Parker da Grã-Bretanha por 4 a 0.

Equipes- Como o Brasil não é uma potência, pegou logo de cara duas pedreiras. Derrotas esperadas por 3 a 0. No masculino para Hong Kong e no feminino para a Coréia do Sul. Hugo Hoyama no individual e Thiago Monteiro/ Tsubói nas duplas, venceram ao menos 1 set. 




... e a chinesa Gui Lin- atuou nas duplas ao lado de Caroline, mas como esperado, nada acrescentou de diferente. Muito melhor e justo seria terem levado Jéssica Yamada.

Expectativa para 2016: O Brasil tem um garoto de 16 anos chamado Hugo Calderano que deve ser o grande nome do tênis de mesa na próxima década. Foi 6º do mundo na categoria sub 15. Hoje já está em 287º no ranking e 5º do Brasil no adulto. Nas categorias de base conseguiu enfrentar chineses de igual para igual

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TIRO- NOTA 3,5
Desempenho abaixo do esperado dos nossos 2 representantes em Londres. Filipe Fuzaro e Ana Ferrão conquistaram as vagas olímpicas há algum tempo, mas não repetiram os bons resultados na Olimpíada

Quadro de medalhas: Coréia do Sul e EUA com 3 ouros, Itália e China com 2. 


Os brasileiros:



Filipe Fuzaro foi 17º entre 24 atletas na fossa double com 131 pontos. Seu recorde em competições era 144 pontos. Se repetisse em Londres esse resultado seria finalista. Se repetisse os 137 pontos da etapa da Copa do Mundo em Tuscon também chegaria a final

DECEPÇÃO: Ana Ferrão- Foi 43º entre 49 atletas na pistola de ar 10 metros com 367 pontos e última colocada na prova que é sua especialidade : a pistola de ar 25 metros com 560 pontos. Seu recorde brasileiro é de 583 pontos ( seria finalista olímpica). Foi ouro no Pan de Guadalajara com 570 ( seria 34º).

EXPECTATIVA PARA 2016: Filipe Fuzaro é o 24º no ranking mundial da fossa double, Emerson Duarte está entre os 30 melhores do mundo no ranking da pistola de ar 25 metros. Roberto Schmits é 25º na fossa olímpica.