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domingo, 17 de agosto de 2014

BADMINTON- BRASILEIROS CONHECEM ADVERSÁRIOS DO MUNDIAL

Dia 25 começa o Mundial da Dinamarca. O Brasil terá 4 atletas disputando a chave individual ( 2 masculino e 2 no feminino) ,  uma dupla masculina, uma dupla feminina e duas duplas mistas.
Vencer uma partida de mata mata já será uma grande vitória para nossos atletas, já que a modalidade tem pouquíssima tradição no nosso país. As maiores esperanças de passar da 1º rodada ficam por conta de Lohaynny Vicente e as duplas que ela faz com  Paula Pereira. 

A chave individual masculina terá 64 atletas. A feminina 48 atletas. Duplas masculinas são 47. Duplas femininas 48 e duplas mistas também 48. Confira os jogos dos brasileiros na 1º rodada. O torneio é de eliminatória simples. Perdeu, está eliminado.

No dia 25
individual masculino-  Daniel Paiola enfrenta David Obernosterer da Austria 
individual feminino- Fabiana Silva pega Hsiaou Ma Pai de Taipei ( cabeça de chave número 7)
individual feminino-  Lohaynny Vicente pega Thi Trang Vu do Vietnam.
dupla mista-  Daniel Paiola e Paula Pereira ( foto) pegam Roman Zirnwald e Elisabeth Baidauf da Austria.
dupla mista-  Hugo Arthuso e Fabiana Silva encaram Arun Vishnu e Aparna Balan, da India.

No dia 26 
individual masculino- Alex Tjong pega Yun Hu de Hong Kong ( cabeça de chave número 9)
duplas femininas- Paula Pereira e Lohaynny Vicente pegam Jacqueline Guan e Gronya Somerville da Austrália.
duplas masculinas- Hugo Arthuso e Alex Tjong enfrentam Raymond Tam e Glenn Warfe da Austrália


VÔLEI- BRASIL SEGUE INVICTO PARA FASE FINAL DO GRAND PRIX

A partir de quarta-feira teremos a definição do título do Grand Prix 2014. A seleção brasileira venceu os 9 jogos da fase de classificação, incluindo duas vitórias contra as norte-americanas que acabaram ficando fora da fase final. O Brasil terminou com 26 pontos, disparado na frente. A China fechou com 17. A Turquia que disputou a última Olimpíada mostrou que hoje tem uma seleção respeitável e melhor que a Itália e a Coréia por exemplo. As turcas ficaram com 16 pontos. A Rússia foi a 4º colocada, também com 16 pontos. A essas seleções se juntam o Japão que mais uma vez é o país sede, mas que fez uma campanha sofrível e a Bélgica, que eu nunca ouvi falar e surpreendeu  ao vencer o play-off do grupo 2 ( espécie de segunda-divisão) contra Polônia e Holanda. Se repetir o que fez até agora no Grand Prix, o Brasil conquistará mais um título.   



BASQUETE- LISTA DE CONVOCADOS PARA O MUNDIAL
Neste sábado a seleção brasileira masculina fez um importante amistoso de preparação para o mundial. Perdeu da seleção dos EUA por 95 a 78, em Chicago. A atuação brasileira foi razoável, alternando bons momentos, com algumas jogadas bizarras. O cestinha brasileiro foi Tiago Splitter com 16 pontos. Antes de estrear no mundial, o Brasil disputará um Torneio Internacional na Eslovênia contra Lituânia ( dia 21), Eslovênia ( dia 22) e Irã ( dia 23). A estréia no mundial será dia 30 contra a França. O técnico Magnano já definiu os 12 jogadores para o mundial. Chama a atenção a falta de renovação no elenco brasileiro, exatamente pela falta de novos talentos. Dos 12 que vão ao mundial, 11 estiveram na Olimpíada de 2012. Só Caio Torres foi substituído por Hettsheimeir.

Armadores: Huertas, Raulzinho e Larry Taylor
Alas: Marquinhos, Alex, Leandrinho, Marcelinho e Giovanoni
Pivôs: Nenê, Rafael Hettsheimeir, Tiago Splitter e Anderson Varejão. 


VÔLEI DE PRAIA- MUDANÇAS DE DUPLAS NO MASCULINO
A semana foi agitada no vôlei de praia brasileiro com um novo anúncio de mudanças de duplas. Emanuel e Ricardo, campeões olímpicos em 2004 voltarão a se encontrar para tentar vaga nos Jogos de 2016. O mesmo aconteceu com Marcio e Fábio Luis, medalhistas de prata em 2008. Assim, os ex-parceiros de Ricardo e Emanuel, formam uma nova dupla: Pedro Solberg e Alvaro Filho.


HIPISMO- BRASIL ESCALADO NO CCE E ADESTRAMENTO PARA O MUNDIAL

De 23 de agosto a 7 de setembro teremos os JOGOS EQUESTRES MUNDIAIS, na Normandia, França. A Confederação Brasileira de Hipismo confirmou os representantes nas modalidades CCE e Adestramento. Até dia 21 de agosto haverá o anúncio da equipe de saltos.  Os Jogos Equestres Mundiais irão distribuir 14 vagas para os Jogos Olimpicos Rio 2016, sendo três equipes para o Adestramento, seis equipes para o CCE e cinco equipes para o Salto. O Brasil já está classificado por ser o país sede dos próximos Jogos.

Confira a equipe brasileira
Adestramento:  Luiza Tavares de Almeida,  João Victor Oliva,  Manuel Tavares de Almeida e Pedro Tavares de Almeida

Concurso Completo de Equitação :  Marcio Jorge Carvalho,  Gabriel Cury,  Ruy Fonseca e Marcelo Tosi

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

ENTREVISTA DA SEMANA: MARCELO TOSI, atleta do Conjunto Completo de Equitação

A entrevista desta semana traz um atleta de uma modalidade olímpica que eu nunca havia entrevistado: o CCE, Conjunto Completo de Equitação. Quem participa é Marcelo Tosi, melhor brasileiro na Olimpíada de Pequim, quando foi 22º colocado. Ele ajudou a equipe a se garantir em Londres 2012, graças ao bronze no Pan de Guadalajara. Tosi, que mora e compete na Europa, respondeu a 6 perguntas. 



1- Como você analisa sua participação no Pan de Guadalajara, em que  terminou em 18º no individual, mas conseguiu junto com a equipe, garantir vaga em Londres 2012?

Minha participação foi muito positiva. Fui o 3º melhor no adestramento, o 4º melhor no cross (onde  tive um infeliz  refugo ) e o melhor no saltos dentre os brasileiros. Se não fosse o contratempo no cross chegaria em 7º lugar individual. O objetivo no Pan era cada um dar o melhor de si para termos um bom resultado por equipe e a vaga olímpica para o Brasil. Conseguimos ! Temos uma equipe experiente e bem regular em nível técnico.

2- O CCE ao contrário das provas de saltos, é praticamente ignorado no Brasil. O que precisaria ser feito para tornar o esporte mais conhecido? Falta um ídolo, como foi Rodrigo Pessoa para os saltos?

Eu acho que falta um pouco de investimento e marketing. Não existe ídolo sem público. Quando o Rodrigo começou a ter bons resultados nós já tínhamos um certo número de praticantes e público. Mas na minha opinião o divisor de aguas foi o concurso  ATHINA ONASSIS. Este concurso mexeu com o esporte a nível nacional. No Concurso Completo de Equitação não temos um evento de qualidade no Brasil. Para mim seria o 1º passo para atrair praticantes, admiradores , mídia, patrocínio, etc. Temos que encarar a modalidade como um produto, público e praticantes como clientes! Começando pelo nome que é Concurso Completo de Equitação e não CCE. E esta iniciativa de desenvolver o esporte deve ser iniciada pela confederação.

 3-Há quanto tempo está na Europa? Quantas competições costuma disputar em um ano e quais as vantagens de treinar e competir aí?

Morei na Bélgica de 2004 a 2010 (de 2004 a 2006 com Nelson Pessoa).Em dezembro de 2010  mudei para a Inglaterra, onde estou atualmente. A Olimpíada é aqui, nosso treinador é inglês e a Inglaterra é o pais do concurso completo. No ano passado fiz 38 competicões, normalmente com mais de dois cavalos em cada disputa. As vantagens são: competições com um nível muito elevado que nos obriga  a evoluir sempre, concursos bem organizados, muitas competicões ( tem até durante a semana).

4- No hipismo saltos, vemos constantemente os cavaleiros trocarem de  cavalos de acordo com a competição ou por contusão. Isso também ocorre no CCE?

 Sim, no concurso completo os cavaleiros de ponta tem mais cavalos do que os cavaleiros de saltos. Hoje na Europa com grande numero de provas, obriga os cavaleiros terem 2 a 4 times de cavalos.  O britânico Wiliam Fox-Pitt tem 23 cavalos, a austríaca Lucinda Fredericks tem 17, o neozelandês Andrew Nichoson tem 27 cavalos, etc .

5- Você irá para sua 3º Olimpíada. Foi o melhor brasileiro em 2008 com  o 22º lugar. A equipe foi 11º. Qual será um resultado satisfatório  para você e para a equipe em Londres 2012

Eu estive como atleta nas olimpíadas de Sidney 2000 e Beijing 2008 e como assistente técnico na de Atenas 2004. Para mim seria melhorar o resultado da ultima Olimpíada,  o 22' lugar,com objetivo de estar entre os top 10. Por equipes, um resultado excelente seria o 5º lugar. Nós temos como potências no esporte a Grã-Bretanha, a Nova Zelândia, a Alemanha, a Austria, os Estados Unidos e o Canadá. Estes países investem pesado na formação e preparação das equipes. Um segundo grupo tem França, Irlanda, Itália, Bélgica e Brasil.

 6- Você já está há algum tempo competindo no CCE, mas antes foi atleta  de saltos. Porque mudou?

 Em 1988, na minha região de Jaboticabal, alguns amigos me convidaram para experimentar a modalidade de conjunto completo. Acabei adorando o fato de poder fazer as 3 disciplinas ( adestramento, cross e salto) com o mesmo cavalo e principalmente a possibilidade de realizar um sonho: tentar representar o Brasil em uma Olimpíada.