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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

29/09- COMEÇOU UM NOVO CICLO OLÍMPICO


MARATONA AQUÁTICA- PÓDIO PARA DOIS BRASILEIROS
Ana Marcela Cunha e Allan do Carmo, que estiveram em Pequim, brilharam na etapa de Hong Kong, da Copa do Mundo de Maratonas Aquáticas. Ambos conquistaram bronze em uma competição disputadíssima e só decidida nos últimos instantes. No feminino, venceu a campeã olímpica Larissa Ilchenko e no masculino o italiano Valério Cleri. Outro brasileiro, Luís Lima, terminou em sexto. Restam ainda duas etapas do circuito mundial e Ana Marcela luta pelo título.

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VÔLEI- XIIIIIIII
Férias. É isso que nossa seleção de vôlei masculino precisa. Um vexame, na última competição de 2008. A perda, mais uma vez da Copa América, jogando em casa, Cuiabá, contra Cuba. O Brasil foi derrotado por 3 sets a 2 (26-24, 19-25, 27-25, 16-25 e 15-9), ficando com o vice-campeonato pela terceira vez consecutiva. Em 2008, o Brasil perdeu os 3 títulos que disputou: Liga Mundial, Olimpíada e agora Copa América. Eu sou totalmente contra uma competição como esta Copa América, um mês depois da Olimpíada, mas já que entramos com 6 titulares, tínhamos obrigação de vencer. Cuba jogou com vários novatos, incluindo Leon, de apenas 15, eu disse 15 anos. Dos atletas olímpicos, o Brasil contou com André Nascimento, Rodrigão, Serginho, Bruno, Dante e Murilo. Não dava para perder de Cuba. Ainda bem, que a seleção só volta em quadra na Liga Mundial 2009. Dará tempo para todos descansarem e Bernardinho aproveitar a próxima Superliga nacional, para montar e treinar um novo time.

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JUDÔ- MUNDIAL POR EQUIPES
A seleção brasileira de judô está viajando para o Japão, onde no próximo domingo encara o Campeonato Mundial por equipes. O Brasil será representado no masculino por Denílson Lourenço/ Charles Chibana (-60kg), João Derly (-66kg), Victor Penalber (-73kg), Flávio Canto/Guilherme Luna (-81kg), Eduardo Santos/Hugo Pessanha (-90kg), Leonardo Leite (-100kg), Walter Santos/Daniel Hernandes (+100kg). Denilson, Derly e Eduardo estiveram em Pequim. O Brasil nunca conquistou este título. Em 2007 fomos vice. Além do Brasil, disputam a competição no masculino a Rússia, Geórgia, Irã, Coréia, Argélia, Austrália e Japão. O Japão é sempre favorito ao ouro. Brasil, Rússia e Coréia são os principais adversários dos japoneses. No feminino, o Brasil não terá representação.
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ATLETISMO- OLHO NELES
Foi realizado em Praia Grande, SP, o Campeonato Brasileiro Caixa de Menores. Três atletas merecem destaque e poderão brilhar daqui há 4 anos, na próxima Olimpíada. No lançamento do martelo, Marcelo Borges venceu e ainda foi escolhido o melhor atleta do masculino. Nas provas de velocidade, Diego Cavalcante venceu os 100 e 200 metros, mesma situação de Bárbara Leôncio. Ela é campeã mundial de menores, título obtido em 2007 e conta com patrocínio pessoal da marca Olympikus. É a maior esperança do atletismo brasileiro, nos próximos anos.
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LUTA- TÉCNICOS CUBANOS NO BRASIL
A Confederação Brasileira de Luta, através de convênio com o Ministério do Esporte, trouxe dois técnicos cubanos para auxiliar no desenvolvimento da modalidade no nosso país. Cuba é uma potência na modalidade. O principal objetivo é desenvolver os treinadores brasileiros, com exercícios específicos e noções básicas de treinamento. Outros técnicos cubanos poderão chegar ao Brasil nos próximos meses. Parabéns a Confederação. Em muitos esportes, temos que aprender com quem sabe. Se no futebol exportamos milhares de atletas e técnicos, em outras modalidades temos que importar para aprender.
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VELA- ISABEL SOZINHA
Após conquistar o inédito bronze, a primeira medalha da vela feminina do Brasil, Isabel Swan resolveu encerrar a parceria com Fernanda Oliveira na classe 470 e partir para competir sozinha na classe Laser Radial.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

AVALIAÇÃO BRASILEIRA EM PEQUIM- VÔLEI DE PRAIA




MASCULINO- NOTA 7- A DUPLA ERRADA NA FINAL

O torneio masculino de vôlei de praia em Pequim, não tinha nenhuma dupla favorita, ao contrário do feminino. O nível não foi tão forte como em outras edições, tanto que uma dupla da Géorgia ( brasileiros naturalizados) chegou na semifinal. O circuito mundial mostrava um equilíbrio muito grande. Por isso, o Brasil poderia ter repetido o ouro de 2004. Ricardo/Emanuel fizeram uma ótima campanha até a semifinal. Nas quartas, venceram os americanos Gibb/Rosenthal, para mim, uma dupla mais forte do que a que foi campeã. Quando todos esperavam que na semifinal, eles iriam passar com facilidade pela outra dupla brasileira, Fabio Luiz /Márcio, veio a surpreendente derrota, talvez devido a mudança de horário do jogo. Ricardo/Emanuel tiveram que se contentar com o bronze. Fábio/Márcio fizeram uma campanha razóavel, perdendo um jogo na primeira fase. Se superaram nas quartas e semifinal. Só que na decisão, faltou experiência e acabaram perdendo para os americanos Rogers/Dalhausser. No fim, prata e bronze para o Brasil.

FEMININO- NOTA 5- PELA PRIMEIRA VEZ, SEM MEDALHAS

Desde quando o vôlei de praia virou olímpico em 1996, o Brasil não ficava sem medalha no feminino. Desta vez, a dificuldade já era esperada pela força das chinesas, jogando em casa e pelo ouro já ter dono antecipado: Walsh/May dos EUA. Para piorar, nossa melhor dupla Juliana/Larissa não pode atuar, devido a contusão de Juliana, substituída momentos antes da competição por Ana Paula. A nova dupla sofreu uma derrota na primeira fase e acabou tendo que enfrentar Walsh/May nas quartas-de-final, quando o sonho de medalha acabou. A outra dupla, Renata/Talita foi mais longe. Com muita raça em quadra chegaram a semifinal, quando também perderam para Walsh/ May. Na disputa do bronze foram mal, perdendo para Xue/ Zhang, da China


QUEM MAIS GANHOU OURO- Estados Unidos levou as duas medalhas de ouro.


CAMPANHA DOS BRASILEIROS- Márcio/Fábio Luiz- PRATA, com duas derrotas no torneio
Ricardo/ Emanuel- BRONZE, com uma derrota no torneio
Ana Paula/ Larissa- eliminadas nas quartas, por Walsh/ May. Duas derrotas
Renata/Talita- quarto lugar, também com duas derrotas

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

AVALIAÇÃO BRASILEIRA EM PEQUIM- VÔLEI FEMININO


NOTA 10- A MURALHA BRASILEIRA GANHA OURO

A seleção feminina de vôlei conseguiu a medalha de ouro com uma campanha irrepreensível. Nem os mais otimistas poderiam pensar que seria tão fácil. Repetindo o que havia acontecido meses antes, no Grand Prix, o Brasil atropelou todas as adversárias por 3 sets a 0, com excessão da final, em que fez 3 a 1 nas americanas. O time, que oscilou em momentos importantes, em competições na última década, perdendo títulos mundiais e semifinais olímpicas, desta vez não deu a menor chance as oponentes. Antes da Olimpíada, eu comentava que não tinha nenhum bicho-papão na competição e que o nível entre as 6 principais forças ( Brasil, China, Rússia, Itália, Cuba e EUA) era igual. O Brasil poderia terminar como campeão ou em sexto. Do grupo que foi vice-campeão mundial em 2006, a grande novidade do técnico José Roberto Guimarães foi o retorno de Mari. Mais experiente do que em 2004 foi a sexta jogadora que faltava. Outra que atingiu 100% de maturidade foi a meio-de-rede Fabiana. Aliás, o fundamento responsável pelo título foi o bloqueio. O Brasil ergueu uma muralha em Pequim. Nas pontas Paula Pequeno e Sheila deram um show. Fofão, com 38 anos, foi a grande comandante em quadra. Fabi e Waleska completaram o fantástico time que entra para a história.

DESTAQUE- José Roberto Guimarães- começou a ganhar a Olimpíada quando dispensou a entrada de Fernanda Venturini no grupo. Fechou o grupo, que já vinha comandando desde 2004 e finalmente conseguiu extrair o máximo de cada atleta. Tornou-se o primeiro técnico brasileiro bicampeão olímpico, pois formou a geração de ouro do masculino em 1992. Nota 1000 para nosso grande e muitas vezes injustiçado comandante.

CAMPANHA DO BRASIL- Brasil 3 x 0 Argélia, Brasil 3x0 Rússia, Brasil 3x0 Sérvia, Brasil 3x0 Casaquistão, Brasil 3x0 Itália, Brasil 3x0 Japão, Brasil 3x0 China, Brasil 3x1 EUA

terça-feira, 23 de setembro de 2008

AVALIAÇÃO BRASILEIRA EM PEQUIM- VÔLEI MASCULINO



NOTA 9- PARABÉNS FAMÍLIA BERNARDINHO

Medalha olímpica é tão difícil de ganhar, que tem que ser valorizada não importando a cor. Muita gente criticou a seleção masculina de vôlei por não ter conquistado o ouro. Vale lembrar que em toda história olímpica, está foi apenas a quarta medalha dos homens: duas de ouro ( 1992, 2004) e duas de prata ( 1984, 2008). Antes de 1984, em 1988, 1996 e 2000, voltamos sem medalha. Portanto, temos que comemorar a prata e parabenizar esta brilhante geração, que ganhou quase tudo nos últimos 8 anos. A campanha do Brasil foi boa, com uma derrota na fase de classificação para a Rússia, mas vitórias convincentes sobre Sérvia e Polônia. Um treino nas quartas contra a China, mais uma vitória diante da Itália na semifinal. Na decisão, os americanos foram melhores e confirmaram a brilhante campanha invicta.

DESTAQUE- Dante- foi o jogador mais regular da campanha

O QUE FALTOU- Talvez uma cara nova no lugar do veterano Anderson, para surpreender os adversários. Para os que pediam Ricardinho, para mim seria um fator de desunião da equipe.

CAMPANHA- Brasil 3 x 0 Egito, Brasil 3x1 Sérvia, Brasil 1x3 Rússia, Brasil 3 x0 Polônia, Brasil 3 x 0 Alemanha, Brasil 3x0 China, Brasil 3x1 Itália, Brasil 1x3 EUA
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RESULTADOS DAS ENQUETES

Você acha que o presidente do COB, Carlos Nuzman deve continuar a frente da entidade
58% Não e 42% Sim

Que avaliação você faz da participação do nosso atletismo em Pequim
Péssima 30%, Regular 26%, Ótima 14%, Boa 20% e Ruim 10%

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

AVALIAÇÃO BRASILEIRA EM PEQUIM- VELA



CERTEZA DE MEDALHAS- NOTA 7

A vela brasileira manteve a tradição de conquistar medalhas, conseguindo duas em Pequim, com as duplas Robert Scheidt/ Bruno Prada e Isabel Swan/Fernanda Oliveira. Para as mulheres a conquista foi inédita. Elas estavam no grupo "podemos surpreender"e conseguiram. Fizeram uma campanha regular que culminou com o bronze. Já Robert e Bruno começaram muito mal nas primeiras regatas. Quando tudo parecia perdido, a partir da metade da disputa eles reagiram com o aumento dos ventos. No último dia, contaram com erros dos adversários para levar a prata ao invés do bronze. Foi a quarta medalha olímpica do gênio Robert Scheidt.

DESTAQUE- ISABEL SWAN/ FERNANDA OLIVEIRA- uma pena que a dupla se desfez depois de Pequim. Mas brilharam na Olimpíada

DECEPÇAO- BIMBA- entrou como campeão mundial e quarto colocado em Athenas 2004, mas foi muito mal. Esteve sempre distante dos líderes e terminou em quinto

QUEM MAIS GANHOU OURO- Reino Unido 4 e Austrália 2

RESULTADOS DOS BRASILEIROS-
Robert Scheidt/ Bruno Prada- PRATA na Star
Isabel Swan/ Fernanda Oliveira- BRONZE na 470
Patrícia Castro- 18° entre 27 competidoras na RS:X
Bimba- 5° na RS:X
Eduardo Couto- 13° na Finn
Bruno Fontes- 27° entre 43 competidores
Fábio Pilar/ Samuel Albrecht-17° lugar na 470
André Fonseca/ Rodrigo Duarte- 7° na 49er

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

AVALIAÇÃO BRASILEIRA EM PEQUIM- TIRO E TIRO COM ARCO




TIRO- JÚLIO FOI BEM- NOTA 6

Dos esportes considerados "vamos participar", o tiro teve um dos melhores resultados. Julio Almeida ficou a um ponto da final da prova de pistola 10 metros e também teve um bom desempenho nas outras duas provas, que não são sua especialidade. Já Stênio Yamamoto foi muito mal, inclusive na sua especialidade, a pistola rápida, ficando entre os últimos. Stênio terá que voltar a sua profissão de dentista.

QUEM MAIS GANHOU OURO- China 5, EUA, República Tcheca e Ucrânia 2

RESULTADOS DOS BRASILEIROS

Júlio Almeida-
Pistola de 10 metros- 13°
Pistola 25 metros- 11° entre 19 atletas
Pistola de 50 metros- 19° entre 46 atletas
Stenio Yamamoto-
Pistola de Ar 10 metros- 43° entre 48 atletas
pistola rápida- 44° entre 46 atletas



TIRO COM ARCO- VALEU VOLTAR A PARTICIPAR- NOTA 4

Depois de 3 Olimpíadas o Brasil classificou um atleta no Tiro com Arco. Mas não tinha nenhuma boa perspectiva de participação, já que nem no Pan ganhamos medalha. Além disso, a Confederação só confirmou o nome de Gustavo Trainini, um mês antes do evento. Gustavo ficou em 61° entre 64 atletas na fase classificatória e teve que enfrentar o coreano Kyung Park um dos melhores do mundo. Perdeu por 116 a 99 e deu adeus a Pequim

QUEM MAIS GANHOU OURO- Coréia do Sul 2, China e Ucrânia 1

AVALIAÇÃO BRASILEIRA EM PEQUIM- TÊNIS DE MESA E TRIATLO- NOTA 4


TENIS DE MESA- APENAS UMA VITÓRIA

No tênis de mesa o critério olímpico na disputa individual é fulminante. Perdeu um jogo vai embora. Poderiamos ter os jogadores divididos em grupos, para dar maior chance. Afinal, um jogo não é tão desgastante como o de tênis. Assim, Thiago Monteiro e Mariany Nonaka perderam na estréia. Gustavo Tsubói venceu um jogo, entrou na chave principal, mas perdeu na sua segunda disputa. O pior desempenho do Brasil foi no torneio de equipes. Após ter feito uma boa Copa do Mundo esperava-se ao menos um bom resultado. Apesar de uma vitória surpreendentes de Thiago Monteiro sobre o ex-campeão olímpico da Coréia, o Brasil acabou perdendo os 3 jogos para Taipé, Coréia do Sul e Suécia.

DECEPÇAO- MARIANY NONAKA enfrentou uma adversária da Lituânia e não ganhou um set sequer.

QUEM MAIS GANHOU OURO- Essa é covardia- Todos os 4 ouros foram dos chineses

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TRIATLO- É PRECISO RENOVAÇÃO

Com 2 veteranos de Olimpíadas, Juraci Moreira e Mariana Ohata ( ambos na terceira edição) , além de Reinaldo Colucci, o Brasil teve desempenho fraco no triatlo. A melhor posição foi de Juraci. A modalidade, que já teve grandes nomes como Fernanda Keller, precisa de renovação.

QUEM MAIS GANHOU OURO- Um para a Austrália e um para a Alemanha


DESEMPENHO DOS BRASILEIROS-
Reinaldo Colucci-37°
Juraci Moreira- 26°
Mariana Ohata- 39°